Uso de EPRs por Profissionais da Área de Saúde – Parte 2

Dando seguimento ao tema Equipamento de Proteção Respiratória (EPR) para profissionais de saúde, vamos abordar os cuidados que o usuário do equipamento deve ter para evitar a contaminação e para a durabilidade do EPR.

O comportamento do profissional influencia diretamente a sua segurança. Tocar a parte externa do respirador desnecessariamente, retirá-lo de forma inadequada, guardá-lo em condições impróprias, reutilizá-lo quando estiver úmido ou danificado ou negligenciar a higiene das mãos pode comprometer significativamente a proteção oferecida pelo EPI.

Observe que a segurança não depende exclusivamente da qualidade do respirador N95/ PFF2 e sim da combinação entre equipamento adequado, treinamento, protocolos institucionais, disponibilidade de EPIs e conduta correta do profissional.

A CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) é um grupo de profissionais responsável por definir, com base em evidências científicas e nas normas vigentes, quando o respirador N95/PFF2 deve ser utilizado, quais os critérios para a sua substituição e quais medidas complementares de prevenção devem ser adotadas. Esses protocolos podem variar entre instituições, desde que respeitem as recomendações da ANVISA, a legislação trabalhista aplicável e as orientações dos fabricantes dos equipamentos.

Dessa forma, a definição do momento da troca do respirador não deve ser baseada apenas em um número fixo de dias, mas em uma avaliação técnica das condições de uso e do risco ocupacional ao qual o trabalhador está exposto.

Importante que os protocolos relativos ao uso, à conservação e à substituição dos EPIs, incluindo respiradores N95/PFF2, devem ser definidos e continuamente revisados pela CCIH da instituição, de acordo com a legislação vigente, as recomendações da ANVISA e a realidade assistencial de cada unidade.

Em caso de dúvidas sobre a utilização dos respiradores ou dos demais Equipamentos de Proteção Individual (EPI), o profissional deve sempre buscar orientação junto à CCIH da instituição que é a instância técnica competente para orientar as condutas, garantindo a segurança dos trabalhadores, dos pacientes e da assistência prestada.

A seguir, vamos apresentar alguns alertas e cuidados básicos a serem seguidos pelos usuários de EPRs em um ambiente hospitalar:

  • A seleção de um EPR para controlar a exposição de um profissional da área de saúde via inalação é feita de forma qualitativa com base em: atividade ou procedimento; patógenos presentes; nível de proteção dos EPRs, características e limitações do EPR.
  • Vedação do EPR na face do usuário. Os EPRs utilizados nas áreas hospitalares são, na quase totalidade, Peças Faciais Filtrantes (PFF). Para uso deste tipo de EPR, como qualquer outro equipamento que necessite vedação facial, deve-se atentar para a selagem do equipamento na face, incluindo verificação e ensaios de vedação facial.
  • O tempo de vida útil das PFFs é variável e está limitado por: higiene, resistência respiratória, estrutura física da PFF e políticas de controle de infecções hospitalares.

Esperamos que os artigos desta e da semana anterior tenham sido suficientes para sanar algumas dúvidas recorrentes que temos recebido sobre o uso de EPRs em áreas hospitalares. Até o próximo artigo. Excelente semana!

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