Ensaios Quantitativos de Vedação Facial – 6 Erros Comuns

No artigo anterior, apontamos os 10 erros comuns na realização dos ensaios de vedação qualitativos. Neste artigo, vamos abordar os ensaios de vedação quantitativos realizados com o PORTACOUNT.

PORTACOUNT é um equipamento fabricado pela empresa Norte-Americana TSI Incorporated e comercializado pela ALMONT Brasil. Ele faz a contagem do número de partículas existentes no ambiente de teste e realiza a mesma contagem no interior do respirador, em tempo real. A pessoa que é submetida ao ensaio deve utilizar um respirador do tipo semifacial ou facial com filtro da classe P3 ou PFF-3. Para ensaio de vedação nos respiradores do tipo Peça Semifacial Filtrante PFF-2, o PORTACOUNT possui um dispositivo para selecionar partículas, que devido suas dimensões tenham baixa penetração por essa classe de filtros para particulados. Dessa forma, minimiza-se a penetração através do meio filtrante.

A relação entre os valores de particulados presentes no ambiente de ensaio e presentes no interior da cobertura facial indica o fator de penetração através da vedação facial. Nesses ensaios, o Fator de Vedação esperado para uma peça semifacial é de, no mínimo, 100 e para uma peça facial inteira, no mínimo, 1000.

Os ensaios seguem um protocolo similar ao protocolo utilizado nos ensaios de vedação qualitativo. As principais diferenças são:

  • Os exercícios requeridos para realização dos ensaios são os mesmos exercícios do ensaio de vedação qualitativo, acrescidos de um exercício, que pede a pessoa submetida ao ensaio sorrir e fazer caretas.
  • Não há necessidade de uso de capuz, nem nebulizador. O equipamento utiliza as partículas presentes no próprio ambiente de teste e, se necessário, pode-se utilizar um nebulizador do próprio equipamento ou a geração de partículas pela chama de uma vela.
  • A resposta da penetração é feita através da medição do número de partículas, portanto não é necessário que a pessoa submetida ao ensaio indique a presença de cheiro ou gosto de alguma substância química.
  • A verificação da vedação do respirador pelo usuário pode ser feita através de resultados de penetração medidos em tempo real, possibilitando possíveis ajustes antes da realização do ensaio.
  • É possível realizar o ensaio com peças faciais inteiras que possuem Fator de Proteção Atribuído igual a 100.

Nos dois tipos de ensaios de vedação, qualitativos e quantitativos, o conforto do usuário deve ser avaliado. Deve ser dada a oportunidade para avaliar mais de um modelo de EPR. Isso pode ajudar no processo de seleção. Em grande parte das situações de uso de respiradores, o tempo de não uso pode ser crítico para a proteção global do trabalhador. Um EPR que não é usado durante todo o tempo em que o trabalhador se encontre na área de risco pode ser inefetivo.

 A seguir, vamos elencar alguns erros comuns cometidos pelo condutor do ensaio de vedação quantitativo no uso do PORTACOUNT:

  1. Não respeitar o tempo de 60 segundos para cada exercício. A única exceção é o exercício que pede para fazer careta.
  2. Realizar ensaios em áreas de produção inapropriadas para esse trabalho.
  3. Utilizar filtros que não sejam da classe P3 para particulados.
  4. Não verificar se o candidato a uso de EPR sabe fazer os testes de verificação da vedação, a inspeção diária, e entende o objetivo do ensaio.
  5. Realizar ensaios de vedação facial em trabalhadores que não passaram pela avaliação médica. Isso acontece, frequentemente, quando a empresa se encontra em paradas para manutenção ou se trata de contratação temporária.
  6. Realizar os ensaios com um respirador diferente daquele utilizado pelo trabalhador. Muitas vezes, a empresa entrega um equipamento novo para ser utilizado apenas durante o ensaio. O respirador usado no dia a dia pode estar em péssimas condições.

Esperamos que esse artigo tenha sido útil e adicionado informações importantes ao seu trabalho com a Proteção Respiratória e o PPR.

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