Os usuários de respiradores que serão submetidos a um ensaio de vedação pela primeira vez, com um novo modelo e/ou marca específica, utilizarão o respirador por cerca de cinco minutos antes do ensaio de vedação, para conseguir um ajuste confortável.
Princípios de Boas Práticas – AIHA/ABHO
Eficácia do EPR: a garantia da proteção.
Dando continuidade ao tema Princípios de Boas Práticas (PBP) em Higiene Ocupacional (HO) – Programa de Proteção Respiratória (PPR), o artigo desta semana apresenta o tema Ensaio de vedação facial.

A norma ISO/TS16975-1 define o seguinte: O ensaio de vedação é apenas um elemento de um Programa de Proteção Respiratória. O objetivo do ensaio de vedação é avaliar a eficácia da vedação entre a face do usuário e a peça facial utilizada no Equipamento de Proteção Respiratória (EPR).
Para a realização desses Ensaios de vedação, que chamaremos de ensaio, devem ser tomados alguns cuidados, entre eles:
- Qualificação e competência do condutor dos ensaios;
- Procedimentos específicos para realização dos ensaios;
- Interpretação dos resultados dos ensaios;
- Registros dos resultados.
O profissional que conduz o ensaio deve ter conhecimentos sobre proteção respiratória e verificação da integridade, métodos utilizados para colocação, ajustes, verificação da vedação e retirada do EPR da face.
Existem diferentes procedimentos e diferentes equipamentos para a adequada realização desses ensaios. É necessário que o condutor do ensaio conheça e esteja familiarizado com os procedimentos a serem executados e com o equipamento utilizado para realização do ensaio.
Os resultados dos ensaios devem ser interpretados de forma apropriada, comunicados aos trabalhadores submetidos ao ensaio e devidamente arquivados, para, em caso de necessidade, possibilitar futuras consultas que possam comprovar a eficácia da vedação facial com o uso de determinado EPR.
Os ensaios de vedação devem ser repetidos anualmente ou sempre que houver alterações significativas no peso corpóreo ou nas características faciais do usuário.
Quando se define um modelo específico de EPR para uso pela primeira vez, deve-se dar a oportunidade para o usuário vestir e utilizar o equipamento para avaliação dos ajustes e conforto. Quando necessário, outro EPR deverá ser disponibilizado para o usuário experimentar, nos casos em que o primeiro equipamento for considerado desconfortável.
Se um equipamento específico for reprovado no ensaio de vedação facial para um determinado indivíduo, significa que este trabalhador não estará protegido enquanto estiver utilizando este EPR.
Então, ele não poderá usar esse EPR e alternativas devem ser encontradas. Por exemplo, podemos oferecer para o trabalhador avaliar o equipamento de mesmo modelo em outro tamanho, ou um equipamento semelhante de ou-tro fabricante, ou outro EPR sem vedação facial que ofereça a proteção necessária.
Listamos abaixo as principais condições a serem observadas na preparação para a realização e na condução e execução dos ensaios de vedação:
- Pelos Faciais.
O usuário não deve ter barba, bigode ou cicatrizes que interfiram na zona de vedação, entre a pele e a peça facial.
- Compatibilidade entre os Equipamentos
O ensaio deve ser realizado com o trabalhador utilizando todos os outros EPIs que usa normalmente (óculos, protetores auriculares, capacete) para verificar se existe compatibilidade ou se interferem no ajuste.
- Treinamento Prévio
Imediatamente antes de iniciar o ensaio, o usuário deve ser instruído sobre a finalidade do ensaio e a colocação correta do EPR, antes do início do teste com o equipamento.
- Verificação de Vedação
Ao início do ensaio, o trabalhador deve realizar os testes de pressão positiva e negativa.
Metodologia de Execução dos ensaios
Os condutores dos ensaios devem seguir corretamente todos os exercícios e seus tempos determinados pelo protocolo do PPR da FUNDACENTRO 2016, 4ª edição, orientando os candidatos em todos os exercícios.
Frequência
- Periodicidade
O ensaio deve ser realizado, para cada trabalhador, no mínimo, uma vez a cada 12 meses.
- Mudanças Físicas
O teste deve ser repetido imediatamente se houver alteração significativa na face do usuário, como:
– Mudança de 10% ou mais no peso corporal.
– Alterações na arcada dentária, perda de dentes ou alteração nas próteses.
– Cirurgias plásticas ou cicatrizes extensas na área de vedação.
Gestão
- Documentação
Cada ensaio deve ser registrado em formulário específico, indicando se o usuário foi aprovado ou reprovado para aquele modelo, marca e tamanho do EPR.
- Seleção do Equipamento
O ensaio deve ser feito com o mesmo modelo e tamanho que o trabalhador utilizará em campo.
Dessa forma, concluímos esta etapa e esperamos ter contribuído com a segurança do trabalhador. Nas próximas semanas abordaremos as metodologias aplicadas aos ensaios de vedação qualitativos e quantitativos.
Fiquem atentos às próximas atualizações!
