Avaliação: Confiança para gerar segurança.
A avaliação do potencial de atmosferas IPVS (Imediatamente Perigosas a Vida e a Saúde) inclui a identificação de condições de falhas que podem resultar em atmosfera IPVS, bem como uma avaliação específica da necessidade de equipamentos adequados a prova de falhas e redundâncias.
Princípios de Boas Práticas – AIHA/ABHO
Dando continuidade ao tema Princípios de Boas Práticas (PBP) em Higiene Ocupacional – Programa de Proteção Respiratória, o artigo desta semana irá abordar a avaliação dos perigos respiratórios.
Segundo o documento PBP da AIHA (American Industrial Hygiene Association), para ser considerada uma boa prática, a empresa deve assegurar que: As exposições aos perigos são antecipadas, avaliadas e documentadas de acordo com o PBP de Avaliação de Exposição Ocupacional da AIHA (AIHA Guideline Foundation – Princípios de Boas Práticas para avaliação da exposição ocupacional).

O documento da AIHA estabelece o seguinte princípio para reconhecimento e avaliação dos perigos respiratórios no ambiente de trabalho: Os Princípios de Boas Práticas (PBP) da AIHA para Avaliação de Exposição Ocupacional são direcionados à prevenção de doenças e enfermidades relacionadas ao trabalho. Isso é alcançado por meio da avaliação e gerenciamento abrangentes de todas as exposições químicas, físicas e biológicas para todos os trabalhadores em todos os dias úteis.
A grande dificuldade do profissional de Higiene e Segurança no trabalho é definir a concentração que represente a exposição diária de um grupo de trabalhadores a agentes químicos nocivos à saúde, expressa em um número. Não é possível definir a exposição em um único número, apesar de sermos sempre requisitados a apresentar um valor numérico para representar a exposição dos trabalhadores.
No livro «Uma Estratégia para Avaliar e Gerenciar Exposições Ocupacionais» da AIHA, tradução em português pela ABHO, há recomendações para que se utilize ferramentas estatísticas e classifique as exposições ocupacionais em bandas para direcionamento dos controles necessários.
Essa abordagem também é utilizada no processo de seleção de EPRs pelo método das bandas de controle publicado pela FUNDACEN-TRO no documento Programa de Proteção Respiratória, recomendações para seleção e uso de respiradores.
A tabela de Fatores de Proteção Atribuídos (FPA) constante da mesma publicação da FUN-DACENTRO está organizada por bandas: FPA = 10 refere-se a EPRs filtrantes do tipo semifacial e podem ser utilizados quando o FPMR (Fator de Proteção Mínimo Requerido) estiver entre 1 e 10; FPA = 100 refere-se a EPRs filtrantes do tipo facial inteira e podem ser utilizados quando o FPMR estiver entre 10 e 100; e assim por diante.
Sendo assim, para a seleção do EPR mais adequado ao risco da exposição não há necessidade de se chegar a um valor único para representar a exposição dos trabalhadores. Pode-se utilizar o conceito de bandas, ou faixas de ex-posição.
Outro ponto importante no documento de Boas Práticas da AIHA foi a incorporação do grau de incerteza no resultado da avaliação. Avaliações não quantitativas possuem um alto grau de incerteza em comparação com resultados de valores de concentração tratados estatisticamente com 95% de confiança.
Quando a seleção do EPR é feita com base em resultados de avaliação qualitativa ou quantitativas incertas é recomendado que sejam realizadas avaliações frequentes até que se obtenha confiança nos valores utilizados.
Esperamos que esses artigos sejam úteis para os profissionais que desejam aprimorar os seus conhecimentos técnicos e o seu Programa de Proteção Respiratória. Até a próxima semana, quando vamos abordar o seguinte tema: Seleção de Respiradores.
Baixe o Manual PBP AIHA/ABHO
https://abho.org.br/biblioteca/

