Adequação do EPR ao Usuário – Introdução

Usuários de EPRs tem dimensões de faces diferentes. Portanto, é fundamental que sejam consideradas variáveis que possam interferir diretamente na vedação, na eficiência e no conforto durante o uso.

Os EPRs (Equipamentos de Proteção Respiratória) são EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) destinados a proteger as vias respiratórias do trabalhador para o controle de inalação da quantidade de agentes químicos nocivos à sua saúde e dispersos no ar.

Ele deve ser vestido (colocado) pela pessoa que o utiliza. Esse fato, por si só, caracteriza que avaliações são necessárias pa-ra que o equipamento seja adequado ao usuário. Sapato de segurança também é um EPI e para ser adquirido deve-se conhecer as dimensões dos pés do futuro usuário. Não é diferente com protetores respiratórios. Eles precisam ser vestidos e provados pelos usuários quanto ao tamanho, conforto, dificuldades no uso etc.

Por essa razão, as empresas fabricantes de EPRs fornecem uma grande variedade de tipos e tamanhos de equipamentos que servem para a mesma finalidade. Cabe ao profissional de SST, responsável pelo Programa de Proteção Respiratória (PPR), definir os critérios a serem adotados para a seleção correta do equipamento. Um EPR que não se adeque ao trabalhador poderá causar desconfortos e ser ineficiente na proteção do usuário.

Portanto, é fundamental que sejam consideradas variáveis que possam interferir diretamente na vedação, na eficiência e no conforto durante o uso. As características faciais individuais, a presença de pelos faciais, o nível de conforto proporcionado e até mesmo a compatibilidade com a visão, especialmente quando há necessidade do uso simultâneo de óculos, são aspectos decisivos para assegurar a eficácia do equipamento. Assim, compreender a influência desses fatores e integrá-los ao processo de seleção do EPR é crucial para assegurar a proteção durante o uso contínuo pelo trabalhador.

Diferentes formatos faciais como largura e tamanho do nariz, tamanho das maçãs do rosto, queixo mais fino ou mais proeminente, podem influenciar no desempenho do EPR. Por isso, é necessário realizar Ensaios de Vedação para confirmar se o equipamento selecionado se adapta ao perfil facial do usuário.

Conforto é um dos fatores que mais impactam na adesão do usuário ao uso do EPR. Se mal ajustados, pesados ou que dificultam a respiração, poderá gerar fadiga, incômodo, o abandono ou relaxamento do uso.

A presença de barba, bigode ou costeletas volumosas prejudicam diretamente a vedação do EPR, criando canais de passagem para os contaminantes. Normas internacionais e nacionais de segurança ressaltam que trabalhadores usuários de EPRs que dependem de vedação facial devem estar com o rosto livre de pelos faciais na área de contato.

Outro ponto importante é a interação do EPR com a visão do usuário. Em muitos casos, o trabalhador necessita usar óculos com lentes corretivas ou óculos de proteção. O uso simultâneo destes EPIs com o EPR pode causar embaçamento, dificuldade de ajuste ou a obstrução parcial do campo visual.

Por tudo isso, a adequação do EPR deve ser tratada como um processo individualizado, no qual a seleção é baseada não apenas nos riscos do ambiente, mas também nas condições e necessidades de cada traba-lhador. Somente assim será possível assegurar uma proteção respiratória eficaz, promover o uso contínuo e fortalecer a cultura da proteção respiratória no ambiente de trabalho.

Nas próximas semanas abordaremos os tópicos abaixo relacionados, conforme o item 4.4.2 do documento Programa de Proteção Respiratória da FUNDACENTRO, 4ª Edição, 2016. Mais um assunto de grande importância e atenção dos profissionais e gestores da empresa para a eficiente proteção à saúde e a vida do trabalhador e ao sucesso do PPR e da Proteção Respiratória. Até o próximo artigo.

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