RESPIRADORES LINHA DE AR: cUIDADOS ESPECIAIS

Os Equipamentos de Proteção Respiratória (EPRs) conectados a linha de ar são altamente recomendados em várias situações nas quais os trabalhadores estão expostos a concentrações de contaminantes atmosféricas muito acima dos limites de exposição ocupacional aplicáveis por várias razões. Entre elas, destacamos:

  • Respiradores que operam com pressão positiva no interior da cobertura facial possuem Fatores de Proteção Atribuído muito superiores aos equivalentes que utilizam filtros para purificação do ar contido na atmosfera ambiente.
  • Esses EPRs utilizam filtros para purificação de ar externo ao ambiente de trabalho e não necessitam filtros específicos para particulados, gases ou vapores presentes na atmosfera ambiente.
  • Podem ser utilizados em situações com deficiência de oxigênio NÃO IPVS.
  • Não requerem controles de saturação e troca de filtros.

Porém, há alguns cuidados especiais que devem ser tomados quando da utilização desse tipo de EPR. Entre eles destacamos a restrição de mobilidade e cuidados com as mangueiras que alimentam a cobertura facial. Também merecem a nossa atenção os seguintes pontos:

  • As linhas de ar respirável devem possuir conexões de engate rápido e seguro com mecanismo de dupla ação. Eles NÃO devem ser compatíveis com as conexões das redes de gases industriais (como oxigênio, acetileno ou nitrogênio) ou de ar comprimido industrial (ferramentais), evitando ligações erradas e catastróficas.
  • A mangueira não pode colapsar ou dobrar, o que pode interromper o fluxo de ar.
  • Sua camada externa deve resistir a óleos, graxas e a produtos químicos que podem estar presentes no ambiente de trabalho.
  • As mangueiras utilizadas devem ser aquelas aprovadas para uso naquele equipamento e não devem ser emendadas, nem cortadas, exceto por indicação do fabricante.
  • Antes de cada jornada, o equipamento e as mangueiras devem ser inspecionados para se verificar a existência de cortes, fissuras, bolhas, deformações ou abrasão profunda.
  • Os engates e as conexões devem ser inspecionados para verificar se há sujidade, desgaste nas travas ou ressecamento nos anéis de vedação.
  • A linha de ar deve ser purgada antes da conexão da mangueira à cobertura facial para retirar qualquer umidade, condensado ou partículas que possam ter se acumulado no interior do tubo.
  • O comprimento da mangueira é definido pelo fabricante respeitando-se a aprovação do conjunto submetido para obtenção do Certificado de Aprovação (CA).
  • Após o uso, todo o equipamento deve ser limpo. Na parte exterior da mangueira deve-se utilizar panos úmidos e detergente neutro, se necessário, para a remoção de resíduos químicos ou poeiras.
  • Sempre que a mangueira for desconectada, deve-se colocar as tampas de proteção nos engates rápidos macho e fêmea para evitar a entrada de poeira, insetos ou umidade no circuito que vai direto para a cobertura facial.
  • As mangueiras devem ser enroladas em círculos grandes respeitando-se o raio de curvatura mínimo do fabricante antes de serem guardadas em local limpo, seco, arejado e protegido da luz solar para evitar ressecamento e degradação.
  • Lembre-se: As mangueiras são consideradas como parte integrante do Equipamento de Proteção Respiratória. Todo o conjunto é certificado pela mesma aprovação de CA. Portanto, substituir a mangueira original do fabricante por uma outra mangueira de ar comprimido comum descaracteriza totalmente o EPR, anula a certificação de aprovação e transfere a responsabilidade civil e criminal de um eventual acidente diretamente para a empresa e os seus responsáveis.

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