Proteção Respiratória – O Amanhã Parte 3

Novas tecnologias utilizadas em Proteção Respiratória

Dando continuidade ao tema das inovações em Proteção Respiratória, vamos apresentar uma tecnologia incorporada a alguns respiradores motorizados disponíveis em outros países, porém ainda não disponíveis no mercado brasileiro.

Os respiradores motorizados são muito apreciados pelos usuários de EPRs por sua comodidade e facilidade de respiração. Conhecidos como PAPR (Powered Air Purifying Respirator) nos países de língua inglesa, neste respirador o ar é disponibilizado no interior da cobertura facial sob pressão. Uma ventoinha, energizada por uma bateria, puxa o ar do ambiente de trabalho, força sua passagem através de um meio filtrante e entrega o ar purificado no interior da cobertura facial.

A pressão no interior da cobertura facial é mantida positiva durante todo o tempo de uso, fazendo com que esse tipo de EPR tenha um Fator de Proteção Atribuído (FPA) significativamente superior ao valor atribuído a um EPR que utiliza a mesma cobertura facial, porém sem motorização. Por exemplo, o FPA de um EPR filtrante que utiliza peça facial inteira é igual a 100 para os modelos não motorizados e 1000 para os motorizados.

Apesar das vantagens proporcionadas pelo uso dos PAPRs atuais, algumas limitações devem ser analisadas como o menor tempo de durabilidade da bateria, a redução do tempo de vida útil dos filtros e o relato, por alguns usuários, de desconforto em relação ao fluxo de ar intenso no interior da cobertura facial.

As novas tecnologias permitiram o desenvolvimento de EPRs motorizados responsivos à respiração. Esses equipamentos controlam a entrada de ar na peça facial, de modo que o ar somente é admitido durante a fase de inalação. Assim, uma quantidade menor de ar contaminado é captada, preservando os tempos de vida útil da bateria e dos filtros utilizados.

O sistema funciona da seguinte forma:
Inalação. Um sensor de pressão detecta quando o usuário do EPR inspira e liga o ventilador/motor para fornecer ar limpo.
Exalação. O motor pausa, o que economiza bateria e evita o desperdício de filtros.
– Segurança. A máscara mantém uma pressão levemente positiva, o que diminui a probabilidade de entrada de contaminantes.

Alguns benefícios dessa tecnologia são:
– Equipamentos mais compactos e mais leves.
Tempo de uso do EPR aumentado.
Mais conforto para o usuário.

O potencial uso de sensores para monitorar continuamente o desempenho de EPRs pode permitir a precisão na identificação de falhas em tempo real com possibilidades de novos aprimoramentos da proteção respiratória. Estamos em uma época de rápidas transformações tecnológicas com a expansão da IoT (Internet das Coisas) e de sistemas cada vez mais conectados e inteligentes.

Muitos desafios precisam ser superados para a implementação de melhorias efetivas. Acreditamos que estamos evoluindo para um futuro em que os EPRs protejam melhor os trabalhadores, fornecendo informações em tempo real sobre o seu funcionamento, condições de uso e necessidade de manutenção, contribuindo para decisões mais rápidas e seguras.

Novas tecnologias são sempre bem-vindas para um trabalho mais seguro e uma proteção mais efetiva com mais saúde e bem-estar aos trabalhadores. Excelente semana! Vai Brasil!

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