Neste artigo abordaremos as FAQs (Frequently Asked Questions), termo em inglês que significa as perguntas mais frequentes e as dúvidas mais comuns sobre Filtros de EPRs para Particulados e para Gases e Vapores.
Perguntas e Respostas. Parte 1
1. Qual é a diferença básica entre Filtros para Particulados e Filtros para Gases e Vapores?
Filtros para particulados funcionam como uma “barreira” física, mecânica ou eletrostática para “segurar/reter” poeiras, névoas e fumos. Filtros para gases e vapores utilizam partículas de carvão ativado para “prender/segurar” as moléculas das substâncias químicas presentes no ambiente de trabalho (adsorção).
2. Posso usar um Filtro para Gases e Vapores para me proteger de poeiras?
Não. O carvão ativado não tem eficiência para reter partículas sólidas ou líquidas, ou seja, o Equipamento de Proteção Respiratória (EPR) com filtro de carvão ativado não irá proteger o usuário das partículas sólidas ou líquidas (poeiras e fumos ou névoas e neblinas). Caso haja a presença de contaminantes gasosos e particulados na atmosfera, você precisará de um EPR com filtro para gases e vapores combinado com um filtro para particulados. Lembrar que na montagem do EPR o filtro para particulados deve estar sobre o filtro para gases e vapores, voltado para o ambiente.

3. Como saber quando um Filtro para Gases e Vapores saturou?
A percepção do gosto ou cheiro do contaminante pode ser um indicativo da saturação do filtro. Porém, não podemos confiar apenas nesse indicador de fim de vida útil pelas seguintes razões:
- A rota usada para a passagem do contaminante para dentro da peça facial pode ter sido a deficiência da vedação facial ou da válvula de exalação, e não devido a saturação do filtro;
- Caso o trabalhador tenha dificuldade para perceber odores ou o gosto do contaminante;
- Existem alguns contaminantes atmosféricos que não são perceptíveis pelo odor, a não ser que a concentração seja alta e perigosa;
- Algumas substâncias presentes podem provocar fadiga olfativa e inibir a percepção pelo cheiro.
4. Quando devo trocar o Filtro para Particulados (P1/ P2/ P3)?
A troca do filtro para particulados (P1, P2 ou P3) não segue uma data fixa de calendário, mas sim o seu estado físico e a facilidade de respiração. Antes do início do uso, verifique a data de validade impressa na embalagem pelo fabricante. Estes são os principais sinais de que se faz necessário a troca:
- Resistência ao respirar. Se você sentir que precisa fazer mais esforço para puxar o ar, inspirar. Tome muito cuidado, pois o filtro muito impregnado de partículas dificulta bastante a respiração.
- Danos visíveis. Filtro rasgado, perfurado, úmido ou muito impregnado de poeiras, muito sujo.
- Deformação. Se o filtro perdeu o formato original existe a possibilidade de passar particulados pelas fendas das dobras.
- Saturação. Em ambientes com altas concentrações de poeira (lixamento, mineração), pode ser necessária a troca diária. Neste caso, muitas empresas adotam a troca obrigatória ao final de cada jornada de trabalho.
- Higienização. Observe se no suporte de encaixe dos filtros existe acúmulo de sujeira.
Atenção. Quando for realizar a limpeza externa da peça facial, deve-se ter cuidado para não contaminar a parte interna ou se expor a condições perigosas.
Observação Importante. Não se deve tentar limpar os filtros com jatos de ar ou água.
5. Por que os Filtros para Gases e Vapores têm cores diferentes?
Algumas vezes encontramos cartuchos da cor preta ou marrom para vapores orgânicos, cinza ou branco para gases ácidos. Por que há essa diferença? As cores das etiquetas nos cartuchos servem para facilitar a identificação e dependem da origem de fabricação, se norte-americana ou proveniente da comunidade europeia. Não há codificação de cores definida em normas brasileiras. O quadro abaixo mostra as codificações dos cartuchos químicos utilizadas nos Estados Unidos e na Europa.

